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Desvitalizar um dente preservando ao máximo a dentição natural

O tratamento de desvitalizar um dente pretende preservar a dentição natural, evitando a extração do dente. Saiba mais sobre este tratamento e marque já a sua consulta na MALO CLINIC!

Escrito por:

Filipe Graça | Médico Dentista

Filipe Graça

Médico Dentista

N.º 2627/OMD

Desvitalizar um dente preservando ao máximo a dentição natural

Em que situações desvitalizar um dente será a melhor opção?

Desvitalizar um dente é um termo frequentemente usado para descrever o tratamento endodôntico. Este tratamento consiste na remoção de tecidos infetados ou danificados na polpa do dente, que possam estar a comprometer a saúde da dentição ou da gengiva. O tratamento de desvitalizar um dente ocorre, assim, de forma a preservar ao máximo a dentição natural e evitar a extração do dente, removendo a polpa dentária inflamada ou mesmo com necrose e colocando um material de preenchimento no seu interior, de modo a restituir resistência.

As principais razões para desvitalizar um dente podem incluir:

  1. Cáries dentárias profundas: a cárie é a principal complicação que implica desvitalizar um dente. Isto acontece quando esta não é tratada de imediato, e evolui para algo mais profundo, atingindo o nervo do dente e causando inflamação, e provocando dor e desconforto. Nestas situações, desvitalizar um dente acaba por ser a melhor opção, uma vez que eliminada a dor e permite que o dente desempenhe a sua função da mesma forma.

  2. Traumatismos na dentição: é também comum recorrer à desvitalização em casos de acidentes que danifiquem os dentes, e que expõem a polpa dentária. Quando há um traumatismo na dentição, o dente fratura e os nervos ficam expostos, o que aumenta a sensibilidade dentária.

  3. Infeções: certas infeções, como a periodontite, podem levar também à necessidade de desvitalizar um dente. Neste caso, as bactérias acumulam-se na gengiva e na estrutura óssea, o que pode levar até à perda óssea. Para evitar este cenário, desvitalizar um dente é, muitas vezes, a principal solução.

Quais os principais sintomas que podem exigir a desvitalização?

  • Dor persistente: dor intensa ou contínua no dente, especialmente ao mastigar ou aplicar pressão, que pode indicar uma infeção na polpa dentária.

  • Sensibilidade extrema: sensibilidade ao calor ou frio, que dura mais do que alguns segundos após o estímulo ser removido.

  • Inchaço à volta do dente: inchaço na gengiva ou nas áreas ao redor do dente podem indicar infeções que afetam a polpa dentária.

  • Lesões no dente: traumas físicos ou lesões que resultam em fraturas ou danos significativos no dente podem comprometer a saúde da polpa.

  • Mudança da cor do dente: Uma mudança na cor do dente, para cinza ou mesmo negro podem ser indicadores da morte da polpa.

Quais os procedimentos deste tratamento?

  1. Avaliação e diagnóstico: para saber se a desvitalização é a solução indicada, é essencial fazer uma análise completa do caso do paciente. Ao realizar exames, como um raio-x, o médico dentista irá avaliar a necessidade de tratamento endodôntico e planear a intervenção.

  2. Remoção da polpa dentária: com recurso a anestesia local, é realizada uma abertura no dente, para remover os tecidos infetados e limpar o interior do dente, sendo devidamente desinfetado com o objetivo de eliminar todas as bactérias. Dependendo da complexidade do caso, nem sempre é possível realizar o tratamento completo em apenas uma consulta. Nestes casos, é colocada uma restauração provisória na abertura de acesso, com o objetivo de proteger o dente entre consultas.

  3. Preenchimento e selagem: Posteriormente, é colocado o material de preenchimento, o dente é hermeticamente selado, de forma a evitar a reinfeção.

  4. Restauração: após o procedimento endodôntico o dente é restaurado de modo a readquirir a aparência natural.

  5. Acompanhamento: o último passo do tratamento passa por manter visitas regulares de acompanhamento com o médico dentista, para garantir que o sucesso do tratamento é o esperado e que não há sinais de complicações.

Vantagens de desvitalizar um dente

  • Alívio da dor: o tratamento de desvitalizar um dente é frequentemente realizado para aliviar a dor intensa associada à inflamação ou à infeção da polpa dentária. Ao remover a polpa danificada, a dor e desconforto são aliviados.

  • Prevenção de infeções: ao remover a polpa infetada e desinfetar os canais do dente, o tratamento ajuda a prevenir a propagação da infeção para os tecidos circundantes, como o osso e as gengivas.

  • Preservação da estrutura dentária: ao recorrer à desvitalização do dente evita-se a sua extração – como acontece em tratamentos como as próteses dentárias ou os implantes –, o que permite preservar a estrutura natural do dente.

  • Recuperação relativamente rápida: embora este tratamento possa exigir várias visitas ao dentista, a recuperação é geralmente rápida, permitindo que os pacientes retomem as suas atividades normais após o procedimento.

  • Longevidade: com os avanços tecnológicos e inovação dos materiais utilizados nestes tratamentos, os dentes desvitalizados podem durar muitos anos, ou até mesmo o resto da vida, caso se mantenham os cuidados adequados e o acompanhamento regular com o médico dentista.

Quais os cuidados a ter para garantir a longevidade do tratamento?

  • Evitar alimentos duros e pegajosos: nos primeiros dias após o tratamento, é recomendado evitar alimentos duros, pegajosos ou muito quentes, pois podem causar desconforto ou danificar o dente tratado.

  • Evitar atividades que possam causar um trauma no dente: devem ser também evitadas atividades que possam causar trauma na área tratada, como ranger os dentes, morder objetos duros ou praticar desportos que provoquem impacto sem proteção adequada.

  • Tomar os medicamentos conforme prescrito: Caso o médico dentista prescreva medicamentos, como analgésicos ou antibióticos, é essencial tomá-los de forma responsável, seguindo as instruções, para ajudar a controlar a dor e a prevenir infeções.

  • Manter as consultas de acompanhamento: é fundamental seguir as recomendações do médico dentista quanto às consultas de acompanhamento, para acompanhar o dente tratado e realizar quaisquer ajustes necessários.

  • Manter uma boa higiene oral: para assegurar a longevidade do tratamento, é também importante escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia, sem aplicar demasiada pressão na área tratada. Além disto, é essencial utilizar fio dentário para remover qualquer resíduo que possa ter ficado entre os dentes.

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