Patologias

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Dor de dentes que vai e volta: é normal?

Dor de dentes que vai e volta pode ser sinal de alerta. Descubra as causas mais comuns, quando procurar um médico dentista e como a prevenção evita tratamentos mais invasivos.

Escrito por:

Érica Paixão

Higienista Oral

C-072388080/ACSS

Mulher a segurar o rosto devido a dor de dentes

Dor de dentes que vai e volta: é normal?

Saiba o que pode estar na origem da dor de dentes e em que situações deve procurar um profissional de saúde oral

A dor de dentes é um dos principais motivos que levam os pacientes a procurar cuidados de saúde oral. Quando surge de forma persistente, tende a motivar uma consulta imediata, no entanto, quando aparece e desaparece - a chamada dor intermitente, os pacientes tendem a desvalorizar o problema.

Apesar de parecer menos preocupante, a dor de dentes que vai e volta não deve ser ignorada. Na maioria dos casos, é um sinal de alerta e a dor de dentes pode agravar-se se não for diagnosticada atempadamente

Neste artigo explicamos as principais causas, quando deve procurar ajuda médica e de que forma a prevenção pode evitar tratamentos mais invasivos.

Dor de dentes intermitente: o que significa?

A dor de dentes intermitente ocorre quando existe um estímulo que desencadeia dor ou desconforto - como frio, calor ou pressão, mas que desaparece após alguns segundos.

Este padrão pode ser indicativo de uma fase inicial de um problema dentário que, em muitos casos, pode ser reversível ou tratado de forma minimamente invasiva. Contudo, sem um diagnóstico e uma intervenção precoce, existe uma elevada probabilidade de evolução para problemas mais complexos. 

Quais são as causas mais comuns da dor de dentes?

A dor de dentes pode ter múltiplas causas, desde alterações simples até situações mais complexas. Identificar a causa é essencial para definir o tratamento adequado.

Sensibilidade dentária

A sensibilidade dentária é definida como uma dor aguda, breve e bem localizada, desencadeada por estímulos externos. 

Os estímulos mais frequentemente associados incluem:

  • Alimentos e bebidas frias ou quentes;

  • Alimentos doces ou ácidos;

  • Escovagem dentária;

  • Contacto tátil com instrumentos dentários;

  • Exposição ao ar frio

sensibilidade dentária ocorre quando a dentina (camada intermédia do dente), fica exposta. exposição da dentina pode ser causada por desgaste do esmalte (camada externa do dente) ou retração das gengivas. Embora a sensibilidade dentária seja frequentemente benigna, pode afetar a qualidade de vida e exigir um tratamento específico.

Cárie dentária numa fase inicial

cárie dentária não tratada é, atualmente, a condição de saúde mais prevalente a nível mundial, afetando milhares de milhões de pessoas. Uma das razões para a sua elevada prevalência é o facto de poder permanecer assintomática ou manifestar apenas sinais discretos nos seus estadios iniciais, o que frequentemente atrasa o diagnóstico e consequente tratamento.

Os primeiros sinais surgem, frequentemente, sob a forma de sensibilidade dentária pontual, sobretudo ao frio e/ou aos alimentos doces. Nesta fase, a intervenção é, geralmente, simples e conservadora. No entanto, sem um diagnóstico e intervenção precoce, a cárie progride para camadas mais profundas do dente.

Inflamação da polpa dentária

Quando a cárie progride, pode atingir o nervo do dente - denominada de polpa, provocando episódios de dor de dentes mais intensos e intermitentes. Com o tempo, esta dor tende a tornar-se contínua e latejante, podendo evoluir para uma infeção quando não tratada atempadamente.

Problemas gengivais 

Inflamações gengivais podem causar desconforto localizado que varia ao longo do tempo. Nestes casos, a dor pode não ser constante, mas está associada a um processo inflamatório que deve ser acompanhado pelo profissional de saúde oral.

Bruxismo ou sobrecarga

O hábito de ranger ou apertar os dentes pode causar dor muscular e dentária que aparece sobretudo em determinados momentos do dia, como por exemplo ao acordar.

A tensão excessiva sobre os dentes pode provocar um desgaste gradual do esmalte, especialmente junto à gengiva - denominada de colo do dente.

Quando isso acontece, a dentina (camada intermédia do dente) fica mais exposta e torna-se mais sensível aos estímulos do dia a dia. 

Fissuras ou fraturas dentárias

Pequenas fissuras no dente ou até mesmo na sua raiz podem provocar dor ocasional ao mastigar, muitas vezes difícil ou até impossível de identificar sem avaliação clínica e recurso a exames radiográficos. 

(ilustração 3D do dente com a raiz e o nervo inflamado

Dor que vai e volta: quando deve preocupar-se?

Qualquer dor de dentes recorrente, mesmo que intermitente, deve ser avaliada clinicamente. É especialmente importante procurar ajuda de um profissional de saúde oral quando:

  • A dor aumenta de intensidade;

  • Passa de intermitente a constante;

  • Surge espontaneamente;

  • Está associada a inchaço ou sensibilidade ao toque.

A importância do diagnóstico precoce

Muitos problemas dentários evoluem de forma silenciosa. A dor intermitente é frequentemente um dos primeiros sinais de alerta, surgindo antes de sintomas mais graves. A grande vantagem de identificar a causa da dor de dentes o mais cedo possível está na possibilidade de realizar tratamentos menos invasivos e mais conservadores. 

Para melhor compreensão da relevância do diagnóstico precoce, considerem-se as seguintes situações clínicas: 

Situação 1: Uma cárie diagnosticada atempadamente pode ser resolvida através de uma restauração simples e minimamente invasiva, evitando a necessidade de uma desvitalização - um tratamento, inevitavelmente, mais complexo, invasivo e dispendioso.

Situação 2: Uma inflamação gengival ligeira pode ser facilmente controlada com uma consulta de higiene oral, evitando a progressão para uma periodontite, uma condição caracterizada pela perda de suporte ósseo e dos tecidos gengivais, que poderá, em fases mais avançadas, comprometer a estabilidade e a longevidade do dente.

O papel da prevenção

A prevenção constitui um dos pilares fundamentais da medicina dentária atual.

acompanhamento clínico regular permite identificar alterações numa fase precoce, antes de estas evoluírem para situações mais complexas. Muitas das condições responsáveis por dor, desconforto e tratamentos mais invasivos poderiam ser prevenidas ou abordadas atempadamente através de um acompanhamento clínico adequado.

Cuidados essenciais para a promoção de uma boa saúde oral:

  • A adoção de uma rotina de higiene oral completa e ajustada às necessidades individuais;

  • A realização de consultas periódicas de higiene oral, no mínimo de 6 em 6 meses;

  • Hidratação adequada às necessidades do organismo, aliada a uma alimentação variada e equilibrada.

E se não for possível preservar o dente?

Embora a medicina dentária disponha atualmente de soluções cada vez mais eficazes, existem casos em que a preservação do dente não é possível.
Nesses casos, a reabilitação oral permite devolver a função e a estética do sorriso. Os implantes dentários são atualmente a solução mais próxima dos dentes naturais, permitindo substituir dentes perdidos de forma estável e duradoura, seja na substituição de um único dente ou de vários através de pontes ou próteses suportadas por implantes.

Perguntas Frequentes

1

Quando a dor de dentes desaparece significa que está tudo bem?

Não necessariamente. Quando a dor de dentes desaparece, o problema pode manter-se. A ausência de dor não significa que a causa tenha sido resolvida, apenas que deixou temporariamente de provocar sintomas.

2

A sensibilidade ao frio é normal?

Independentemente da sua causa, a sensibilidade dentária persistente deve ser objeto de avaliação clínica, uma vez que a identificação precoce da sua origem permite instituir o tratamento mais adequado.

A sensibilidade dentária pode resultar do desgaste ou erosão do esmalte dentário, da retração gengival, da presença de cáries, de hábitos de escovagem inadequados ou, ainda, do apertamento dentário. Nestes casos, estímulos como alimentos ou bebidas frios, quentes, doces ou ácidos podem desencadear episódios de sensibilidade dentária.

3

Quando devo ir ao médico dentista?

Mesmo cumprindo consultas regulares, o aparecimento de dor sistemática não deve ser ignorada, ainda que se manifeste de forma ligeira ou intermitente. Nestes casos, pode existir uma causa subjacente, como uma cárie, inflamação dos tecidos orais ou outras alterações que carecem de uma avaliação clínica. A sua identificação e intervenção são fundamentais para evitar a progressão para situações mais complexas.

Mais do que tratar a dor, o objetivo é identificar e atuar sobre a origem do problema, prevenir a sua causa e garantir saúde oral a longo prazo.

4

É possível evitar a dor de dentes?

Em muitos casos, sim. Embora nem todas as situações possam ser totalmente prevenidas, a maioria das causas associadas à dor dentária pode ser evitada através da adoção de medidas preventivas adequadas.

Quando a dor está presente, existem várias opções terapêuticas que podem ser recomendadas para o alívio de sintomas. Entre elas inclui-se a aplicação tópica de flúor através de dentífricos, colutórios, geis ou sprays e/ou a aplicação de vernizes fluoretados em consulta.

Adicionalmente, a utilização de uma pasta dessensibilizante referenciada pelo seu higienista oral constitui uma medida eficaz para prevenir e aliviar sintomas como sensibilidade dentária.

Uma rotina de higiene oral completa, associada a consultas regulares de controlo desempenham um papel fundamental na prevenção.

5

A dor de dentes pode indicar algo mais grave?

Sim. Embora nem toda a dor esteja associada a situações graves, a sua presença pode constituir um sinal de alerta para condições mais avançadas.

A dor pode estar relacionada a infeções, abcessos de origem dentária, doença periodontal avançada, fraturas dentárias ou envolvimento dos tecidos de suporte do dente.

Quando uma infeção não é diagnosticada e tratada precocemente pode originar dor intensa, inchaço, dificuldade em mastigar, sensibilidade acentuada e, em alguns casos, sintomas sistémicos, como febre e mal-estar geral. 

Uma avaliação clínica precoce permite identificar a causa subjacente, instituir o tratamento mais adequado e prevenir a evolução para situações potencialmente mais complexas.

1

Quando a dor de dentes desaparece significa que está tudo bem?

Não necessariamente. Quando a dor de dentes desaparece, o problema pode manter-se. A ausência de dor não significa que a causa tenha sido resolvida, apenas que deixou temporariamente de provocar sintomas.

2

A sensibilidade ao frio é normal?

Independentemente da sua causa, a sensibilidade dentária persistente deve ser objeto de avaliação clínica, uma vez que a identificação precoce da sua origem permite instituir o tratamento mais adequado.

A sensibilidade dentária pode resultar do desgaste ou erosão do esmalte dentário, da retração gengival, da presença de cáries, de hábitos de escovagem inadequados ou, ainda, do apertamento dentário. Nestes casos, estímulos como alimentos ou bebidas frios, quentes, doces ou ácidos podem desencadear episódios de sensibilidade dentária.

3

Quando devo ir ao médico dentista?

Mesmo cumprindo consultas regulares, o aparecimento de dor sistemática não deve ser ignorada, ainda que se manifeste de forma ligeira ou intermitente. Nestes casos, pode existir uma causa subjacente, como uma cárie, inflamação dos tecidos orais ou outras alterações que carecem de uma avaliação clínica. A sua identificação e intervenção são fundamentais para evitar a progressão para situações mais complexas.

Mais do que tratar a dor, o objetivo é identificar e atuar sobre a origem do problema, prevenir a sua causa e garantir saúde oral a longo prazo.

4

É possível evitar a dor de dentes?

Em muitos casos, sim. Embora nem todas as situações possam ser totalmente prevenidas, a maioria das causas associadas à dor dentária pode ser evitada através da adoção de medidas preventivas adequadas.

Quando a dor está presente, existem várias opções terapêuticas que podem ser recomendadas para o alívio de sintomas. Entre elas inclui-se a aplicação tópica de flúor através de dentífricos, colutórios, geis ou sprays e/ou a aplicação de vernizes fluoretados em consulta.

Adicionalmente, a utilização de uma pasta dessensibilizante referenciada pelo seu higienista oral constitui uma medida eficaz para prevenir e aliviar sintomas como sensibilidade dentária.

Uma rotina de higiene oral completa, associada a consultas regulares de controlo desempenham um papel fundamental na prevenção.

5

A dor de dentes pode indicar algo mais grave?

Sim. Embora nem toda a dor esteja associada a situações graves, a sua presença pode constituir um sinal de alerta para condições mais avançadas.

A dor pode estar relacionada a infeções, abcessos de origem dentária, doença periodontal avançada, fraturas dentárias ou envolvimento dos tecidos de suporte do dente.

Quando uma infeção não é diagnosticada e tratada precocemente pode originar dor intensa, inchaço, dificuldade em mastigar, sensibilidade acentuada e, em alguns casos, sintomas sistémicos, como febre e mal-estar geral. 

Uma avaliação clínica precoce permite identificar a causa subjacente, instituir o tratamento mais adequado e prevenir a evolução para situações potencialmente mais complexas.

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